Mãe-empreendedora

Quando eu engravidei, meu parceiro e eu concordamos que eu ficaria durante o primeiro ano da minha filha em casa com ela. Na época, eu havia acabado de me mudar de cidade (acabado mesmo, engravidei na primeira semana) e não tinha emprego fixo. Então, segui fazendo meus bicos e quando foi a hora, disse tchau e mergulhei na maternidade. Ninguém me avisou que a piscina era funda, mas que tinha um espelho d’água na borda. Dei com a cara. No terceiro mês dela, bateu o desespero. Não queria mais nadar naquela água. Eu sempre trabalhei fora de casa, não nasci mesmo para o trabalho doméstico, e estava atordoada com aquela situação sem muita perspectiva de mudança. Então conversamos de novo, e eu comecei a procurar emprego.

Me empenhei a procurar emprego, escrevi muitas cartas de interesse, fiz diversos cursos online para melhorar meu curriculum vitae (CV) e tentar migrar de área. Sou formada em Comunicação e Artes, mas sempre trabalhei com o lado das artes, queria voltar meu foco para a comunicação e marketing. Foi muito difícil. Para não falar que ninguém respondeu as minhas aplicações, uma empresa se interessou, mas queria eu falasse bem o holandês, o que ainda não é o caso. Passados dois meses, eu dei uma relaxada. Comecei a, de leve, curtir estar em casa com a Alma, digo de leve, porque reconheço que não nasci pra ser só mãe. Acho quem se sente totalmente preenchida e plena sendo “apenas” mãe e cuidando da casa incrível (talvez um pouco problemático do ponto de vista feminista, mas não vou adentrar esse ponto neste texto), mas não é para mim. Não rolou. Eu já estava escrevendo o e-book “Tendo Filhos na Holanda”, e resolvi que faria dele o meu trabalho naquele momento. O tempo passou, o e-book foi para as fases finais (está quase pronto, acho que sai semana que vem), e me vi novamente sem “trabalho”. 

Há quatro anos iniciei no Reiki, técnica japonesa de tratamento por via da energia vital universal (bem simplificadamente explicado), mas ainda não havia tido o estalo de que eu poderia trabalhar com isso. Na verdade, eu tenho o complexo do impostor, e não me achava suficiente, queria estar mais preparada, ter mais ferramentas para ingressar nas terapias holísticas como terapeuta. Então, em maio, eu descobri a Leitura dos Registros Akáshicos, que é, bem simplificadamente, a leitura da nossa alma. Pois é, e sabe o que é mais simbólico ainda? Foi através da minha doula, Marcélia (IG @doulaamsterdam @holisticahealing), sim, aquela que me ajudou a colocar a Alma no mundo, que eu conheci essa técnica de leitura da alma. Bonito né?! Quantas Almas num parágrafo só. E aí, eu senti o chamado. A minha alma bateu na porta e disse: “Vem, você já sabe o caminho”. E eu fui. Fui e criei a @zielehuis, que em holandês significa casa da Alma. Pois é. Almas sabem o caminho a seguir.

Convido a todxs à adentrar mais essa parte de mim, talvez a mais profunda, com mais intuição e menos bibliografia, mas igualmente amada e como chamada. Ficou curiosx, quer saber mais? Dá uma pinta lá na Ziele huis, ou me manda uma DM, um e-mail e vamos conversar! Não tem problema morar em outro país, nossa conexão é feita de outro tipo de matéria.

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