Sobre a maternidade por trás do ser-mãe

Texto escrito originalmente para a plataforma Mães Mundo Afora.

Foto: Geert-Jan Ankoné, acervo familiar.

A maternidade. Essa montanha-russa de sensações, sentimentos e confusões. Uma roleta-russa talvez. O fato é que o alvo foi você. Seu ventre-peito. Eu acredito que são os nossos filhos que nos escolhem e vêm para nos ensinar algo. Mesmo que esse algo seja algo que você não quer muito aprender. E foi assim, que eu aprendi sobre o ser-mãe. Mas para chegar aí, vou contar uma história para vocês.

Minha filha veio me contar que estava vindo em uma meditação, pois é, sou dessas. Quando ela chegou eu senti como se uma semente dourada se auto-plantasse dentro de mim. Perguntei seu nome, e ela respondeu. Não, eu não estava tentando engravidar, mas confesso que tampouco estava evitando de todos os modos ficar grávida. Deixava a vida me levar e, ao nosso modo, deu “certo” por quase um ano. Até que a obra do destino bateu na porta.

Era uma manhã de dezembro e minha menstruação não tinha descido, estava atrasada apenas algumas horas, mas depois daquela meditação do mês anterior a pulga ficou atrás da orelha e lá fui eu fazer xixi no palitinho. Com a arrogância de quem tem certeza de que não deve estar grávida, deixei o palito em cima da pia e fui tomar banho, fazer café, viver a vida. Quando lembrei do dito cujo ele estava lá todo pimposo com um sinal de positivo.

O que eu faço agora?, pensei. O que vou fazer? Eu havia acabado de mudar de cidade e, por mais que a Holanda seja um ovo, ainda sim era uma nova cidade. Era inverno. Sabe a solidão do inverno? Pois é, multiplica por dois, igual a tudo que você fará nos próximos meses, com a desculpa de que está grávida. Para a minha sorte ou azar, minha mãe estava aqui para passar as festas de final de ano. E como eu vou passar as festas sem contar que eu estou grávida? Logo eu, que adoro degustar uns bons vinhos, e na semana anterior tinha tomado umas boas três taças durante o jantar. Não tinha como, eu tinha que contar! Nem ela entendeu que eu estava grávida quando mostrei o palitinho. Tive que explicar, e olha que ela é inteligente. Ninguém esperava por aquilo, nem eu, nem meu parceiro, nem minha família. Só minha filha, pelo visto.

[continua….]

Ficou curiosa pro resto dessa história??? Dá um pulo na minha coluna lá no Mães Mundo Afora.

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